Sobre mim
Um percurso que começou antes da psicanálise
Meu nome é Jairo Mendes Pinheiro. Nasci em 1973 e construí minha trajetória profissional inicialmente em uma área bastante diferente daquela em que atuo hoje.
Tenho formação na área química e construí minha carreira em indústrias nacionais e multinacionais. Durante muitos anos, esse foi o caminho profissional que segui.
Em 2010, porém, uma ruptura mudou o curso da minha vida.
Recebi o diagnóstico de um câncer.
Até então, minha vida seguia um percurso que, de alguma forma, parecia conhecido e previsível. A partir daquele momento, tudo mudou. Vieram as incertezas, os medos e a sensação de que a vida, como eu a conhecia, havia chegado ao fim.
E quando eu achava que meu problema era o diagnóstico, comecei a perceber que havia algo além dele. O problema também estava naquilo que eu havia construído sobre mim mesmo, na maneira como eu havia aprendido a viver, lidar com as coisas e enxergar a minha própria vida.
Foi como abrir uma caixa de Pandora.
O que se seguiu não foi uma história simples de superação.
Nesse período, fui tomado por uma depressão profunda. Daquelas em que até sair da cama pode parecer um esforço impossível.
Na tentativa de encontrar uma forma de me reerguer, conheci um grupo de 12 passos e comecei a frequentar suas reuniões regularmente. Foi ali que, entre os relatos das pessoas, comecei a ouvir repetidamente uma expressão que despertou minha curiosidade:
“Meu psicanalista.”
Até então, para mim, psicanalista era apenas outra maneira de chamar um psicólogo. Mas comecei a perceber algo que me chamou a atenção: ninguém se referia dessa forma ao psicólogo. Havia uma diferença ali, embora eu ainda não soubesse exatamente qual.
A curiosidade me levou à pesquisa.
E foi assim que comecei a conhecer a psicanálise.
Quando uma curiosidade se transformou em percurso
Comecei a ler sobre Freud, sobre o inconsciente, as repetições, os mecanismos de defesa e as neuroses.
Quanto mais lia, mais percebia que havia ali uma maneira de pensar o ser humano que fazia sentido para mim.
O que começou como curiosidade foi, aos poucos, se transformando em um percurso.
Primeiro vieram as leituras. Depois, a minha própria análise.
Em determinado momento, percebi que a leitura, embora fundamental, não era suficiente. Sentia a necessidade de um conhecimento mais estruturado e busquei uma formação em psicanálise.
A partir dali, a psicanálise passou a ocupar um espaço cada vez maior na minha vida.
Continuei estudando. Continuei em análise. E, talvez mais importante, continuei aprendendo que a psicanálise não se resume a encontrar respostas.
Muitas vezes, o percurso está justamente em encontrar perguntas que ainda não haviam sido feitas.
O início da prática clínica
Em determinado momento da minha análise, minha analista fez uma pergunta que acabou se tornando um marco nesse percurso:
“Por que você não começa a atender? Você está pronto.”
Foi a partir daí que iniciei minha prática clínica.
Mas estar pronto para começar não significava estar pronto para parar de aprender.
A formação de um psicanalista não se encerra com um curso ou um certificado. Ela exige um trabalho que continua.
Por isso, desde o início da minha prática, procuro manter aquilo que considero fundamental na formação e no exercício da psicanálise: o tripé psicanalítico.
O que sustenta minha prática
Análise pessoal
Para mim, não seria possível escutar o outro sem também manter um espaço para olhar para as minhas próprias questões.
A análise pessoal não pertence apenas ao início da formação. É parte de um percurso que exige, continuamente, a disposição de olhar para si.
Supervisão clínica
A prática clínica também precisa ser pensada.
A supervisão é um espaço para olhar para o trabalho realizado, refletir sobre a clínica, questionar aquilo que pode não ter sido percebido e continuar aprendendo a partir da experiência com cada caso.
Estudo permanente
A psicanálise exige estudo.
Minha formação foi apenas o início de um percurso que continua por meio da leitura, do aprofundamento teórico e da reflexão constante sobre a clínica.
Continuo estudando porque acredito que nenhum analista chega ao ponto de saber tudo sobre o outro — ou sobre si mesmo.
Um percurso que continua
Minha aproximação com a psicanálise começou em um momento difícil da minha vida, quase por acaso e movida inicialmente pela curiosidade.
Mas aquilo que começou com uma pergunta acabou se transformando em uma escolha profissional e em uma paixão que permanece presente na minha vida.
Hoje, depois de anos de estudo, análise pessoal, supervisão e prática clínica, continuo acreditando que a psicanálise não se sustenta na promessa de respostas fáceis.
Ela começa, muitas vezes, quando algo deixa de fazer sentido como antes.
Quando uma repetição começa a chamar atenção.
Quando uma resposta já não é suficiente.
E quando surge a possibilidade de fazer uma pergunta diferente.
Talvez seja justamente aí que um percurso possa começar.
Preencha o formulário e retornaremos para alinhar horários e esclarecer qualquer questão, com a discrição e o rigor que você espera.
